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Cioeste apoia estruturação de plataforma que ajudará na adaptação às mudanças climáticas

Nesta quarta-feira (06/09), o Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo) participou do 4º workshop da plataforma AdaptaClima, em Brasília. Com previsão de lançamento para o início de dezembro, o site tem a missão de sistematizar e disponibilizar informações relacionadas à adaptação às mudanças do clima, estimulando também o compartilhamento de conhecimentos entre pessoas e instituições no país engajadas nesta agenda.

O encontro reuniu articuladores-chave do governo federal, assim como representantes de governos locais e cooperação internacional, a fim de discutir a composição da governança da iniciativa e o fortalecimento da rede de atores envolvidos em seu desenvolvimento e manutenção.

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Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e desenvolvido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), o projeto conta com a participação de diversas organizações, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a Fundação Oswaldo Cruz, a ONU Meio Ambiente, a Rede Sul-Americana para as Migrações Ambientais e o Cioeste.O índice de vulnerabilidade às mudanças climáticas – estudo pioneiro empreendido pelo consórcio, inédito em uma região metropolitana – tem figurado como case de referência ao longo da criação da plataforma, que vem sendo desenvolvida de forma colaborativa.

Realizado em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o estudo adquire reconhecimento como uma prática eficiente de preparo prévio para o enfrentamento às mudanças climáticas, tendo potencial de replicação em outras cidades e territórios do país.

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Avaliando as vulnerabilidades atual e futura dos municípios que integram o Cioeste diante de possíveis alterações no clima, o índice de vulnerabilidade apresenta uma série de medidas de adaptação a estas mudanças que podem ser adotadas ao longo dos próximos anos.

O AdaptaClima, por sua vez, fornecerá dados climáticos aos usuários para que tenham a possibilidade de calcular impactos possíveis e o nível de vulnerabilidade em que se está diante deles. Além disso, disponibilizará uma série de informações – de âmbitos local e global – ligadas ao tema e ajudará as pessoas no desenvolvimento de estratégias de adaptação.

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Plataforma para adaptação às mudanças climáticas estuda experiência do Cioeste como case

Em fase de desenvolvimento, a plataforma AdaptaClima é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que será lançada em breve, com a finalidade de criar uma rede de articulação entre os atores sociais que produzem e os que utilizam informações e conhecimentos relacionados às medidas de adaptação às mudanças climáticas no país.

Ao longo da criação da ferramenta, exemplos de práticas bem-sucedidas neste sentido – aplicadas tanto no Brasil quanto em outros países – têm sido estudados, e o Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo) foi escolhido para compartilhar a sua experiência com a estruturação de um índice de vulnerabilidade às mudanças climáticas inédito em uma região metropolitana.

O estudo pioneiro empreendido pelo consórcio, em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), será avaliado como case durante a criação da plataforma, que vem sendo construída de forma colaborativa a fim de reforçar a implementação da agenda de adaptação às alterações do clima no Brasil.

A escolha de tomar como referência o índice de vulnerabilidade desenvolvido para os municípios do Cioeste mostra o seu reconhecimento como uma prática eficiente de adaptação às mudanças climáticas, que pode ser adotada nas diversas regiões do país.

A finalidade do estudo foi avaliar a vulnerabilidade atual e futura dos municípios que fazem parte do consórcio (Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba) às alterações climáticas e, a partir disso, definir medidas de adaptação a tais alternâncias.

A plataforma AdaptaClima nasce a partir de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente; o Fundo Newton, operado pelo Conselho Britânico; o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP (GVces); e o International Institute for Environment and Development (IIED).

A ferramenta contará com um mapa interativo, que vem sendo estruturado a partir de dados climáticos disponibilizados por parceiros da iniciativa, como Agência Nacional das Águas (ANA), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e World Wild Fund (WWF). Há ainda outras 75 organizações colaboradoras que apoiam a plataforma, como o Cioeste.