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Cioeste realiza parceria com São Paulo Convention & Visitors Bureau

O presidente do Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo) e prefeito do município de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, assinou nesta quarta-feira (06/09) um convênio com a entidade sem fins lucrativos São Paulo Convention & Visitors Bureau.

A finalidade da parceria é estimular o mercado de bens de consumo e as atividades turísticas na Região Oeste de São Paulo, onde estão localizados os municípios que compõem o consórcio (Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba).

A entidade apoia os seus associados – são mais de 750, que integram segmentos diversos do setor turístico paulista – na melhoria de serviços e atendimento a visitantes, que vão às cidades a negócios ou lazer. A ideia é movimentar o setor de turismo local a partir do aumento no fluxo destes visitantes e de seu tempo de estada.

Acordo foi assinado na última quarta-feira (6/09).

Acordo foi assinado na última quarta-feira (6/09).

Com expressivo potencial econômico, a região do Cioeste apresenta possibilidades diversas para o estabelecimento de novos negócios e parcerias; por isso, atrai pessoas interessados em explorar os setores industrial e econômico regionais, que se encontram em expansão. Exemplo disso foi o sucesso da feira para fomento de negócios realizada na região no mês de julho, que reuniu mais de 400 expositores de segmentos diversos.

Há ainda as atrações turísticas locais que se destacam e chamam a atenção de visitantes não só de diferentes partes do Estado, como também do país. Este é o caso do Templo Zu Lai, no município de Cotia; da histórica Aldeia de Carapicuíba, que permite uma imersão no passado e na cultura indígenas; das festividades religiosas no município de Pirapora do Bom Jesus; da tradição da viola, em Osasco; da variedade de comércio presente em Barueri, assim como das diferentes opções gastronômicas disponíveis na cidade; da rota para peregrinos batizada como Caminho do Sol, em Santana de Parnaíba; e, ainda quanto à gastronomia, das diferentes ofertas de restaurantes que há em Cotia, na região da Granja Viana.

Construída por jesuítas, Aldeia de Carapicuíba remete ao passado histórico do país

O centro histórico da cidade de Carapicuíba atrai diversos visitantes interessados em conhecer melhor o passado e a cultura indígenas. O espaço abriga uma das doze aldeias fundadas pelo padre José de Anchieta, por volta de 1580, quando o religioso espanhol chegou a São Paulo.

Anchieta criou aldeias, em volta do Mosteiro de São Bento, com a finalidade de catequizar os índios e mantê-los protegidos da escravidão. Por conta de seu difícil acesso, a Aldeia de Carapicuíba – situada a 20 quilômetros do centro de São Paulo – é a única que não foi destruída dentre as doze concebidas pelo padre. Considera-se atualmente que a sua fundação oficial data de 12 de outubro de 1580.

Marcada pela presença de uma igreja, construção principal do espaço, a aldeia também serviu no passado como abrigo para índios de outros locais, que resistiam à violenta investida dos bandeirantes, liderados pelo português Antonio Raposo Tavares. Sendo assim, os índios guaianás, que foram os primeiros a habitá-la, ofereceram amparo a grupos de indígenas como os guarulhos e os tupis.

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Espaço cultural

Vinte casinhas feitas de pau a pique e pintadas de azul e branco cercam a Aldeia de Carapicuíba. Algumas casas são o lar de famílias que vivem no local há pelo menos 300 anos, enquanto outras foram utilizadas pela prefeitura da cidade para instalar a Secretaria Municipal de Cultura e a Biblioteca Municipal Sarabaquê, onde é possível encontrar livros didáticos e de literatura.

Localizada ao lado da igreja está a Casa de Cultura, que concentra imagens, esculturas e artefatos antigos que remetem à história da aldeia, como quadros e cartões postais. Por sua vez, a capela Comunidade Santa Catarina, cuja construção data de 1736, recebe padres de locais diversos para a realização de missas.

No meio das construções na aldeia, está o pátio central, onde ficam dispostos bancos para descanso, coqueiros e uma cruz direcionada para a capela Comunidade Santa Catarina.

Apesar de a cidade de Carapicuíba ter se expandido com o tempo e possuir hoje quase 400 mil habitantes, as pessoas que vivem na aldeia seguem passando sua moradia de geração para geração. O espaço permite o resgate de parte da história do Brasil, que envolve indígenas, jesuítas, bandeirantes e a chegada de missões religiosas ao país.

Tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em 1940, a Aldeia de Carapicuíba é uma parada obrigatória para aqueles que desejam se aprofundar um pouco mais no passado histórico brasileiro.