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Carnaval de Pirapora traz batuques africanos e homenageia Dona Maria Esther

Com cinco dias de muita folia, o carnaval de Pirapora do Bom Jesus manterá a sua tradição com bailes, desfiles, a escolha da Rainha e do Rei Momo e a conhecida canja da ressaca, realizada na Casa do Samba.

A festa cultural, que atrai entusiastas de várias partes do Estado, prestará homenagem a Dona Maria Esther, a grande porta-voz das rodas de bumbo da cidade, que faleceu em 2017, aos 92 anos de idade. O município de Pirapora do Bom Jesus é um dos integrantes do Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo).

Folias acontecem entre sexta e terça-feira. Foto: Divulgação.

Folias acontecem entre sexta e terça-feira. Foto: Divulgação.

O tema dos festejos neste ano é “Carnaval 2018 – Tambores e Batuques da África ao Berço do Samba, um Tributo a Maria Esther e João do Pasto”. As duas importantes figuras do samba piraporano faleceram no ano passado e serão destacadas durante os dias de folia.

A intenção da Secretaria da Cultura é valorizar os grupos e a cultura da cidade, sem interferir na gestão financeira da Prefeitura. A programação tem início na próxima sexta-feira (9/02) e vai até a terça-feira (13/02) da semana seguinte. Entre o sábado (10/02) e a terça, a Casa do Samba servirá a sua tradicional feijoada, com apresentações do Grupo Samba de Bumbo de Pirapora e outros convidados.

Pirapora comemora 292 anos com extensa programação de festejos

Integrante do Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo), o município de Pirapora do Bom Jesus celebra 292 anos no dia 6 de agosto. Todavia, as comemorações de aniversário da “cidade da fé viva”, como é conhecida, começam já no final de julho.

Missas, procissão, novena, apresentações musicais e feijoada fazem parte da programação. O Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus dará início aos festejos nesta quarta-feira (26/07), com a celebração da Missa da Família. Na quinta (27/07), acontece a cerimônia de troca do manto do Senhor Bom Jesus, cuja imagem foi encontrada na cidade em 1725.

A programação segue na sexta (28/07), com o início de uma novena e, no dia seguinte (29/07), com a Caminhada do Carro de Boi, que relembra o segundo milagre identificado em Pirapora do Bom Jesus depois que a imagem do santo foi descoberta.

No dia oficial do aniversário, 6 de agosto, as comemorações da Festa do Senhor Bom Jesus têm início cedo. Missas serão celebradas no Santuário às 6h, 8h, 10h, 12h e 15h. No final da tarde, às 17h, as ruas da cidade serão ocupadas pelos fiéis que seguirão a tradicional procissão do Senhor Bom Jesus. Após a caminhada, haverá a realização de mais uma missa, às 19h30.

FESTA DA CIDADE

E não para por aí. Entre os dias 4 e 6 de agosto, shows religiosos serão realizados em frente ao Santuário do Senhor Bom Jesus. No dia 4, o Padre Sílvio Andrei se apresentará às 21h; o palco será de Antonio Cardoso no dia 5, também a partir das 21h; e, no dia 6, quem se apresenta é a Banda Vida Reluz, no mesmo horário.

As comemorações pelo aniversário da cidade são principalmente de caráter religioso por conta de o dia 6 de agosto ser também a data que celebra o encontro da imagem de Senhor Bom Jesus às margens do Rio Tietê.

Contudo, a Casa do Samba irá participar dos festejos e reabrir entre os dias 5 e 27 de agosto, quando homenageará a dona Maria Ester, piraporana de mais de 80 anos e embaixatriz do samba na cidade que faleceu neste ano.

Dona Maria Ester

Dona Maria Ester junto ao grupo Samba de Roda.

No espaço, será possível se saborear com a tradicional feijoada oferecida por lá, acompanhada de apresentações de grupos de samba diversos. As festividades na Casa do Samba serão realizadas em todos os domingos do mês de agosto.

Anos de história

Com a sua fundação oficializada em 6 de agosto de 1730, o município de Pirapora do Bom Jesus foi emancipado politicamente somente em 1958. Mas, desde que foi fundada, a cidade se tornou um destino reliogoso para inúmeros fiéis e é hoje um reduto para religiosos de diferentes partes do país.

Reúna a família e comemore o aniversário de 292 anos deste encantador município paulista.

Municípios do Cioeste preparam celebração para o feriado de Corpus Christi

Tapetes estendidos pelas ruas do centro da cidade, missas, procissão e feira gastronômica farão parte da celebração pelo feriado de Corpus Christi do município de Pirapora do Bom Jesus, um dos principais destinos religiosos do Estado de São Paulo. Os preparativos para a festa já estão em fase final.

A programação do evento, que acontece nesta quinta-feira (15/06), terá missas solenes no Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus, às 10h e às 16h. Após a cerimônia religiosa das 16h, acontece a procissão pelas ruas do centro da cidade, onde estarão dispostos belos tapetes confeccionados especialmente para a ocasião.

Enfeitar as ruas com tapetes para a passagem da procissão – prática que teve início na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais – tornou-se tradição em Pirapora do Bom Jesus, onde a confecção dos tapetes é realizada graças à participação de toda a comunidade local. Os 50 tapetes coloridos produzidos, a partir de materiais diversos, irão se estender por 650 metros pelas vias da cidade neste ano.

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Outra atração que marcará o feriado religioso no município paulista será a Feira Gastronômica Master Chef’s, realizada pelo quarto ano consecutivo. A feira terá comidas típicas tanto do Brasil quanto de outros países, assim como vinhos e cervejas artesanais.

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Santana de Parnaíba

As celebrações durante o feriado de Corpus Christi também acontecem no município de Santana de  Parnaíba, que, assim como Pirapora, tem a confecção de tapetes nas ruas como tradição. Na cidade, a confecção terá início a partir das 6h desta quinta.

Além disso, missas serão celebradas na Igreja Matriz Santa Ana às 8h30, 10h30, 12h e 15h. A cerimônia das 15h será seguida de uma procissão pela cidade.

Corpus Christi

O Corpus Christi acontece 60 dias após a Páscoa e tem como finalidade celebrar o sacramento da eucaristia, que representa o corpo e o sangue de Jesus Cristo. A celebração foi instituída pelo Papa Urbano IV, no ano de 1264.

A procissão por vias públicas durante o evento atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico, que determina que o bispo diocesano deve providenciá-la onde for possível para que a veneração à eucaristia seja testemunhada publicamente.

Fotos: Rafael Pacheco

Pirapora do Bom Jesus e as origens do samba paulista

Pesquisadores e estudiosos que se propõem a analisar as origens do samba paulista voltam sempre sua atenção a um pequeno município localizado às margens do Rio Tietê, a 54 quilômetros da cidade de São Paulo: Pirapora do Bom Jesus. Repleta de manifestações culturais e religiosas construídas ao longo de sua história, e que atraem uma série de turistas para a região, a cidade recebeu a alcunha de berço do samba paulista.

Pirapora era, a princípio, uma fazenda que pertencia à Santana de Parnaíba. Foi em 1730 que sua história ganhou novos contornos, quando escravos encontraram uma imagem de Senhor Bom Jesus às margens do Tietê e a cidade foi fundada.

A partir do episódio, uma série de milagres foi atribuída ao santo, tornando o município um destino para diversos fiéis. Escravos de outras regiões acompanhavam senhores que iam ao local para buscar milagres ou pagar promessas. Começaram a surgir, nesta época, os encontros protagonizados por batuqueiros do interior de São Paulo. Isso porque, enquanto o senhorio prestava-se às atividades religiosas, os escravos se dedicavam aos batuques.

Com a abolição da escravatura em 1888, os ex-escravos e seus descendentes seguiram com as visitas à Pirapora do Bom Jesus quando havia as romarias. Foram construídos, então, no início do século 20, dois galpões para as pessoas que não tinham onde se hospedar. Desta forma, os brancos ficavam em pensões e hotéis e os negros, nestes galpões, conhecidos como “barracões”.

Grupo Samba de Roda preserva origens do samba de Pirapora.

Grupo Samba de Roda preserva origens do samba de Pirapora.

A aglutinação cultural dos costumes e músicas praticados pelos escravos libertos quando estavam nos barracões – onde faziam apresentações das formas de samba desenvolvidas em suas respectivas cidades – embalou o nascimento do samba paulista. Negros que vinham de Campinas, Capivari, Piracicaba, Sorocaba, Tietê, assim como de outras cidades do interior, praticavam o Samba Lenço, o Samba de Umbigada, o Tambu, o Samba Campineiro, entre outros estilos.

O bumbo, ou zabumba, passou a ser um instrumento de destaque nestes encontros, o que fez com que as denominações dos sambas praticados nos barracões fossem sintetizadas na expressão Samba de Bumbo, ou Samba de Pirapora.

A presença cada vez mais marcante dos batuqueiros em Pirapora tornou o pequeno município – que possui pouco mais de 100 quilômetros quadrados – um legítimo reduto do samba paulista, a partir das décadas de 1910 e 1920, sendo que os romeiros que visitavam a cidade passaram a se dividir entre os batuques e as celebrações religiosas.

Influenciando o samba da capital

O Samba de Bumbo praticado em Pirapora do Bom Jesus influenciou o samba realizado na capital do Estado de São Paulo, haja vista que vários de seus representantes, como o sambista Geraldo Filme, estiveram entre os frequentadores das festas religiosas de Pirapora. Considerado um dos maiores compositores de samba de São Paulo, Filme compôs o clássico “Batuque de Pirapora”: “Lá no barraco/ Tudo era alegria/ Nego batia na zabumba/ E o boi gemia/ Iniciado o neguinho/Num batuque de terreiro/ Samba de Piracicaba/ Tietê e campineiro”.

Outra personalidade do samba paulista que marcava presença nestes eventos era Dionísio Barbosa, fundador do primeiro grupo carnavalesco de São Paulo, o Grupo Barra Funda. Ele foi o primeiro a levar a grave sonoridade do bumbo para o carnaval de rua da capital paulista, na década de 1930. O instrumento passou depois a ser característica central nos cordões carnavalescos da cidade.

Hoje, Pirapora do Bom Jesus se tornou um dos principais destinos no Estado de São Paulo durante o carnaval. Os festejos nesta época do ano contam sempre com as clássicas marchinhas e o Samba de Bumbo.

A cidade possui ainda o Espaço Samba Vivo, conhecido também como Casa do Samba. Localizado no centro de Pirapora, o local apresenta uma exposição permanente sobre o samba paulista – com o registro de imagens das manifestações culturais na cidade – e propicia a reunião de grupos como o Samba de Roda, que honra a tradição dos batuqueiros em Pirapora do Bom Jesus.

O Samba de Roda é formado por cerca de 25 pessoas, todas nascidas em Pirapora. Os integrantes cresceram em meio à tradição do samba caipira, que carrega em sua essência ritmos africanos, dança e louvor ao santo padroeiro da cidade.

Dona Maria Esther é a puxadora do grupo. Com mais de 80 anos, ela sobrepõe a alegria do samba a quaisquer barreiras representadas pela idade. Foi esta jovial senhora, inclusive, que ajudou a fundar uma das mais antigas escolas de samba paulistanas, a Lavapés. Sem nunca perder o ânimo, ela continua participando ativamente dos desfiles de carnaval.

 

 

Partindo de Santana de Parnaíba, “Caminho do Sol” percorre interior do estado

Nascido na Galileia, o pescador Tiago deixou tudo para trás para seguir os passos de Jesus Cristo, de acordo com os ensinamentos cristãos. Ele deu início, desta forma, a uma rota religiosa de 800 quilômetros que reúne milhares de peregrinos desde o remoto século nove – o Caminho de Santiago. O percurso atravessa o norte da Espanha, até a cidade de Santiago de Compostela, no noroeste do país.

Criada em 2002 pelo empresário José Palma, a versão paulista da famosa rota religiosa parte de Santana de Parnaíba e tem como destino Águas de São Pedro. Enquanto percorrem os 241 quilômetros que separam as duas cidades, as pessoas que se aventuram pelo Caminho do Sol, como o trajeto ficou conhecido, passam por Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu, Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca, Arapongas, Piracicaba e Artemis.

Imagem: Reprodução

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José Palma teve a ideia de criar o caminho depois de realizar a peregrinação na Espanha, há mais de 20 anos. A iniciativa nasceu com o objetivo de proporcionar a caminhantes um ambiente agradável e tranquilo, cercado por áreas rurais, que oferecesse aos peregrinos a possibilidade de vivenciar uma experiência introspectiva e de libertação da materialidade.

Fazendas históricas, plantações e centros urbanos fazem parte do Caminho do Sol, que é realizado em 11 dias por quem o percorre a pé. Já aqueles que escolhem atravessar a rota de bicicleta levam entre três e quatro dias para chegar a seu destino, passando por terrenos com altitudes que variam entre 473 e 845 metros. Com motivação que pode ser tanto esportiva quanto espiritual, os peregrinos atravessam caminhos que possibilitam ainda uma imersão na cultura caipira.

Imagem: Reprodução

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A rota não exige grande preparação física, mas uma boa dose de força de vontade é imprescindível. Para quem faz o trajeto a pé, a caminhada diária é de 24 quilômetros, distância que pode ser percorrida em um intervalo aproximado de 6h30 a 14h. O percurso passa por estradas asfaltadas, de terra e entre canaviais.

Para descansar e recuperar as energias, os caminhantes ou ciclistas encontram pousadas ao longo do caminho, que oferecem almoço, jantar, pernoite e café da manhã.

Padroeiro de Águas de São Pedro

A data de fundação da cidade de Águas de São Pedro coincide com o dia do Apóstolo Santiago (dia 25 de julho). Por conta disso – e também em razão das características topográficas e da qualidade de vida na cidade -, em dezembro de 2001, foi lançada a pedra fundamental da Casa de Santiago, local onde termina o Caminho do Sol.

Imagem: Reprodução

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A Casa de Santiago é atualmente o abrigo da imagem espanhola de São Tiago, que foi entregue a peregrinos em 25 de julho de 2002. No ano seguinte, o Bispo Don Moacyr Vitti assinou um decreto promulgando Santiago o Padroeiro de Águas de São Pedro. Até aquele momento, a cidade não possuía um padroeiro oficial.

Para viver a experiência de percorrer o Caminho do Sol, caminhantes realizam um investimento de R$ $202,80 e ciclistas, de R$ 155,80. A quantia inclui passaporte, porta-passaporte, gargantilha de madeira e seguro para acidentes pessoais. Além disso, antes de se aventurarem no percurso, os peregrinos devem participar de uma palestra orientativa, a fim de tomarem conhecimento a respeito das características e restrições da rota.

Imagem: Reprodução

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Saiba mais sobre o calendário de saídas para o percurso, assim como a respeito das palestras orientativas, acessando o site oficial do Caminho do Sol.